O
primeiro automóvel, o sonho de todo brasileiro. Não sei se em todas as famílias
é assim, mas na minha é como se o primeiro carro representasse o sinal de uma
vida profissional bem sucedida. Eu particularmente não fui nessa até ter a
certeza de que não estava entrando numa roubada.
É
muito comum que as pessoas não considerem todos os reais gastos que terão com
um carro no decorrer do tempo. Na maioria das vezes a única despesa considerada
é o valor da parcela e, quiçá, o combustível que poderá ser gasto durante o mês.
Mas além destas existem outras despesas que podem comprometer o futuro
financeiro e prejudicar a estabilidade da pessoa.
Pensando
em como ajudar você, caro leitor, na busca por seu primeiro carro, aqui vão
algumas dicas:
Primeira
regra: Porque comprar um carro?
Sabemos
que ter um carro está entre os maiores sonhos de consumo de algumas pessoas. É
como subir uns 20 níveis no jogo da vida. Mas, qual a real necessidade de
comprar um carro? Essa deve ser a pergunta feita antes de comprá-lo. A segunda
pergunta é, se é necessário, também é urgente? É possível esperar mais um
pouco?
Respondendo
a estas duas perguntas você já consegue identificar se vai de fato comprar o
carro ou não. Lembrando que a resposta tem que ser sincera, de você para você.
Segunda
regra: Escolha um valor limite que poderá pagar no veículo
É
preciso ter foco. Sair por ai vendo todo e qualquer tipo de carro é dar margem
pra erros. O ideal é listar o que você acha importante ter no carro e qual o
valor máximo que pretende pagar por isto. Desta forma você está limitando as
opções para dar prioridade ao que de fato lhe interessa. Para chegar mais
perto, escolha alguns modelos que você goste e foque neles. Assim você
conseguirá melhorar a qualidade da sua “pesquisa de mercado”.
Terceira
regra: Nunca financie o valor total do veículo
Hoje
em dia é difícil, mas ainda ocorre. Financiar o valor total do veículo é quase
que um tiro no pé. Você acaba pagando uns 3 carros ao final do financiamento. O
correto é ter uma entrada de até 30% do carro ou mais. Isso reduz o valor
financiado, e seu bolso agradecerá.
Quarta
regra: Contabilize todos os gastos que poderá ter com o carro
O
valor da entrada é um custo, pois você abriu mão deste valor. As parcelas do
veículo, gasto mensal de combustível, IPVA, Seguro Obrigatório, Licenciamento,
seguro contra terceiros (no mínimo esse) e manutenções preventivas. Estes são
gastos que precisam ser orçados antes de comprar o seu carro.
Com
isto você consegue visualizar se o impacto da compra do veículo irá ou não
prejudicar suas finanças. Em alguns casos é mais atraente continuar andando de
ônibus e esperar mais um pouco. Em outros, a compra de um carro pode ajudar a
cortar outros gastos, empatando o seu fluxo de caixa.
Quinta
regra: Pesquise. Pesquise muito
Não
entre na primeira concessionária e sai comprando. Pesquisar antes da compra
pode render uma boa economia. Outra dica é não se limitar a sua cidade. Hoje é
possível encontrar uma diferença de até 40% no valor de um veículo ao pesquisar
em outras cidades.
Outra
dica é pechinchar antes de bater o martelo. Pode ser que isso não renda um
desconto no valor do carro, mas um aparelho de som ou outro agrado qualquer
sempre é bem vindo, não acha?
Sexta
regra: Tenha alguém de confiança para avaliar o carro
Parece
bobagem eu dizer isso, mas a verdade é que todo mundo acha que entende de
carro. É daí que sai os equívocos e as dores de cabeça. Se você vai comprar um
carro usado, tenha alguém que possa lhe dar um parecer sobre o veículo. Um
mecânico de confiança nessas horas é um amuleto de tranquilidade e sucesso.
Isso ajuda não somente a escolher um bom carro, mas a evitar futuras dores de
cabeça com manutenções de emergência.
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